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Obesidade Infantil: O que é ser saudável?

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Obesidade Infantil: O que é ser saudável?

Especialistas e mães contam o que consideram importante para que as crianças cresçam com saúde e longe da obesidade

A obesidade infantil é atualmente um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. E envolve muito mais do que a aparência: ela pode levar a doenças como a diabetes ou problemas cardiovasculares.

O pior é que, se a situação que vivemos continuar, o número de crianças com sobrepeso no mundo pode chegar a 75 milhões em 2025, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Por isso, é muito importante que os pequenos tenham um estilo de vida saudável que ajude a evitar a obesidade. Mas fica a pergunta: o que é exatamente ser saudável?

Respeito ao gosto, mas com cuidado
“A alimentação é a base da vida saudável. O bebê deve ser alimentado de modo exclusivo com o leite materno até, pelo menos, 6 meses de vida. Depois disso, pode-se ou não introduzir alimentos em pastas ou pedaços, de modo gradativo e sem forçar. Alimentos industriais e hipercalóricos sempre devem ser evitados. Respeitar a vontade e o gosto da criança também é importante, ela não é obrigada a gostar de tudo, nem raspar o prato”, defende Michel Salzman, pediatra.

Equilíbrio emocional e na comida
“Hoje, por conhecermos os impactos da nutrição na infância ao longo de toda uma vida, a alimentação nessa fase precisa, como um elemento educativo, promover saúde. Aprender a consumir verduras, legumes, frutas e laticínios, além de tomar água, faz parte dessa alimentação. Assim como também faz parte desvincular os alimentos mais palatáveis (carboidratos simples, refrigerantes, doces e frituras) como refúgios imediatos para ansiedade, nervosismo, estresse, ócio ou tristeza. A tão falada educação emocional passa pela alimentação na infância”, acredita Leandro Minozzo, médico nutrólogo.

Saudável é brincar
“Criança saudável é criança que brinca o tempo todo. Tem que brincar na rua, correr, escalar, se sujar. Fico alarmada com essa onda de encher os pequenos com mil atividades, entupir a agenda deles, sendo que a melhor e mais saudável delas é o brincar ao ar livre. Já a alimentação saudável tem a ver com conhecer a forma de fazer os alimentos, de onde eles vêm, sabe? Fazer com que as crianças participem dos processos na cozinha é uma ótima forma de promover alimentação saudável e pode ainda ser uma brincadeira”, lembra Carolina Vicentin, jornalista e mãe do Miguel, 2 anos, e do Solano, 5 meses.

Exercícios e comida caseira
“Além de evitar que a criança seja sedentária, é preciso ter uma alimentação saudável. E ela é composta por alimentos mais próximos do natural, comida de verdade. Almoçar e jantar comida caseira, sem temperos prontos, comer alimentos frescos, frutas, verduras, legumes. Tomar sucos naturais com o próprio sabor da fruta, sem tanta necessidade de açúcar. É disso que o corpo gosta, gosta de vida, de nutrientes”, opina Érica Moreira, nutricionista clínica funcional especializada em nutrição infantil.

Um pouco de tudo
“Ser saudável é algo que vai além do corpo e a primeira coisa que me vem à cabeça é equilíbrio entre a saúde física e a mental. O brincar é essencial, porque o lúdico mexe com a cabeça, com a criatividade. Já a alimentação tem que ser balanceada. Em casa, eu cozinho e minha filha come de tudo, de arroz, feijão e bife a rabanete. E eu tento balancear carboidratos, proteínas, verduras e legumes, deixar bem colorido. A única proibição é o refrigerante. De resto, deixo tudo muito aberto, pergunto o que ela quer comer, explico como são feitos e preparados os alimentos”, conta Camila Conde, publicitária e mãe da Maria Clara, 2 anos.

Família saudável, criança saudável
“Geralmente os maus hábitos de saúde acompanham a família como um todo. Portanto, esse processo de ser saudável deve envolver todos os membros da casa e, principalmente, os responsáveis pelas crianças. A família deve se esforçar em manter horários fixos para as refeições e sempre que possível se reunir à mesa. Deve-se evitar oferecer líquidos durantes as refeições e estimular o consumo de água pura ao longo do dia para manter uma boa hidratação. Como sabemos que muitas vezes não resistimos ao consumo de um docinho, o ideal são chocolates com mais de 60% de cacau ou buscar receitas de bolos e doces que são saudáveis, saborosos e isentos de açúcar refinado”, ensina Isabel Krempel, nutricionista clínica funcional.

Saúde é amor
“Alimentação sempre foi uma preocupação minha e, apesar de ser mãe de primeira viagem, me deixei guiar pelos meus aprendizados e intuição. Um dos princípios que me guia é que quanto mais natural, melhor. Por isso me faço algumas perguntas: de onde o alimento veio? O que ele de fato contém? Ele está cheio de vida ou cheio de conservantes químicos? Bom, já que somos o que comemos, busco sempre escolher os alimentos que sejam mais saudáveis e vivos, que gerem vitalidade e saúde. Portanto, preferimos frutas e vegetais orgânicos, frescos e crus. Sem industrializados, açúcares, sódio, corantes, enlatados, carnes, ovos e laticínios. Além disso, podemos nos servir dos melhores superalimentos já descobertos pelo homem: diversos cogumelos, algas, castanhas, berrys, sementes germinadas e brotos compõem nossos sucos e refeições, e assim não nos falta nada! Tento viver uma maternidade real, sem culpa. Está tudo bem não estar tudo perfeito sempre! Não devemos nos alimentar de culpa e frustração e, com ela, contaminarmos a vivência de nossos filhos. Saúde é amor e cuidado máximos, mas também é leveza”,avalia Geovana Madeira Narcizo, artesã, vegana e mãe da Celeste, 1 ano.

2018-02-27T18:39:54+00:00