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Mutismo Seletivo: entenda o que é e como tratar
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Mutismo Seletivo: entenda o que é e como tratar

Mutismo Seletivo: entenda o que é e como tratar

Mutismo Seletivo: entenda o que é e como tratar

Por acaso vocês já conheceram alguma criança que costuma se comunicar verbalmente com determinadas pessoas, mas que, quando em contato com outros, de repente não fala nenhuma palavra? Isso parece timidez, algo relativamente comum, mas a situação é mais séria e pode ser o que conhecemos como mutismo seletivo.

O que é isso afinal?

O mutismo seletivo é considerado por muitos estudiosos como uma desfuncionalidade, responsável pelo aspecto da falta de comunicação por parte da criança. No entanto, o pequeno não deixa de falar com quem não faz parte de seu grupo por mera intencionalidade. Não é voluntário. Segundo pesquisas, o contexto social favorece essa situação, evidenciando um quadro de fobia social ou ansiedade. De acordo com estimativas, essa condição afeta 7 de cada mil pessoas.

Uma criança com mutismo seletivo frequenta a escola?

Sim. É possível que algum aluno conviva com esse problema. Nesse caso, o estudante estabelece contato somente com a professora e poucos colegas.

A situação em si é séria, pois o pequeno pode enfrentar momentos de rejeição por parte das outras crianças, principalmente aquelas que não têm a chance de se aproximar.

Mas como saber que não se trata de timidez?

Especialistas chamam a atenção para o fato de a timidez afetar os pequenos em algumas funções, sobretudo aquelas que exigem contato físico e dinâmico com seus pares. Entretanto, um aluno tímido não deixa de falar completamente. Ele pode moderar a frequência, mas não deixa de se comunicar.

Quando a criança manifesta um quadro de mutismo seletivo, ela simplesmente vai se comunicar somente com pessoas que fazem parte de seu hábito diário. Fora desse contexto, não há comunicação.

Quais fatores estão ligados a isso?

De acordo com levantamentos realizados ao longo dos anos, o mutismo seletivo é decorrente de situações traumáticas vividas pelo pequeno, seja de ordem psicológica (algo presenciado por ele, como briga no ambiente familiar) ou física (violência).

Existe alguma faixa etária específica?

Na verdade, não. Contudo, muitas crianças começam a demonstrar esse problema por volta dos 3 anos de idade, quando elas já têm a habilidade da fala adquirida.

Existem comorbidades ligadas ao mutismo seletivo?

Sim. O transtorno de ansiedade e a fobia social são as principais comorbidades associadas ao mutismo seletivo. No bojo delas estão a timidez, o negativismo e o apego às pessoas do seu convívio. Alguns autores já chegaram a realizar uma ligação entre essa desfunção e a Síndrome de Asperger, uma variação mais branda do Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Essas crianças podem enfrentar problemas no neurodesenvolvimento?

Estudos já comprovaram que os pequenos, cujo mutismo seletivo está presente, podem também ser diagnosticados com algum distúrbio que evidencie atraso no desenvolvimento, como nos seguintes aspectos: comunicação e coordenação motora.

Como tratar?

O mutismo seletivo deve ser tratado com enfoque na vida da criança. É preciso conhecer o cotidiano do pequeno para que as intervenções sejam eficazes. Sendo assim, os especialistas procuram trabalhar com estratégias comportamentais. Além disso, terapias individuais ou que abarquem toda a família.

Os terapeutas também utilizam meios que estimulem a comunicação. Portanto, o profissional pode contar com outros especialistas para auxiliá-los na busca por um resultado eficaz para o desenvolvimento do pequeno.

 

Fonte: Neuro Saber

 

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